5ª EXPEDIÇÃO VELHO CHICO DE CANOA 

UMA VIAGEM DE CANOA PELO RIO SÃO FRANCISCO

Uma viagem única pelo Maior Rio Genuinamente Brasileiro.
Viajar de uma cidade para outra, de um estado para outra, com a força dos seus próprios braços.

O Rio São Francisco é um ambiente controlado, sabemos qual a vazão ele tem a cada dia,
e que o vento entra todos os dias as 9h30 da manhã, e para as 15h.

A viagem percorre os mais belos quilômetros de todo o percurso de 2830 km do Velho Chico.

As Canoas foram feitas por Carpinteiros do velho Chico, com características das Canoas nativas.
A posição de remar é bem parecida as Canoas Havaianas e Polinésias, com um pouco mais de conforto.

A história do surgimento das Canoas e como foi a primeira expedição está no final desta página.

A primeira Canoa é de madeira e se chama OPARÁ, foi o primeiro nome do Rio São Francisco, dado pelos indígenas. Significa, Rio – Mar.

A segunda Canoa Mãe D’água, é feita de fibra com uma técnica primitiva e eficiente dos carpinteiros do Velho Chico. “Mãe d’água”, é uma entidade do folclore brasileiro de uma beleza fascinante.

O modelo da Canoa é VCC  7  Hibrida.

Quando chegarem em Piranhas, vão saber o que significa cada letra e número.
São 7 remadores em cada Canoa.


A Canoa Opará tem a distância entre bordas de 53 cm, possibilitando caber muitos…
A Canoa Mãe D’água tem 50 cm.
São 5 dias de uma linda viagem com zero de emissão, ou …
quase zero…


As expedições devem ser de domingo a domingo, ou de segunda a segunda.

 

Numero de vagas:

Para a viagem são 13 vagas, cada Canoa é feita para 7 remadores.

 

Levar o próprio remo: Para trazer os remos de voces, devem juntar em uma embalagem todos juntos,
embalar bem com plástico bolha, embarcar como equipamento esportivo,
o valor é 200 reais da cidade de voces até Maceió.
Nós temos todo o equipamento necessários, remos e coletes.

O que cada remador deve levar:
Toda a bagagem deve caber em um saco estanque de 30 litros.
Levar chapéu, viseira ou boné.
Camisa UV.
Calça leg\lycra cobrindo o joelho.
Protetor solar.
Duas mudas de roupas para remar e duas secas.
Uma garrafa de água.
Uma luva, pode ser a mesma usada para pedalar.

 

DISTÂNCIA TOTAL DE PIRANHAS AO MAR 208 KM

Piranhas – Remanso – 10 km de distância
Remanso – Ilha do Ferro – 20 km de distância
Ilha do Ferro – Gararu – 60 km de distância
Gararu – Propriá – 45 km de distância
Propriá – Penedo – 33 km de distância
Penedo – Mar – 40 km de distância

 

CONSIDERAR UMA MÉDIA DE 7 KM POR HORA!!!

 

EXPEDIÇÕES REALIZADAS
8 a 13 de fevereiro de 2023 – TURMA DA ANA JULIA
5 a 10 de agosto de 2023 – FLORIPA VAA 2 Canoas
12 a 17 de agosto de 2023 – FLORIPA VAA 2 Canoas
1 a 7 de fevereiro 2024 – ANIVERSÁRIO DA LULU – Belo Horizonte

 

CONFIRMADOS:

Canoa Opará

Banco 1 – Martha – São Paulo – SP 
Banco 2 – Cristina – São Paulo – SP 
Banco 3 – Luis – São Paulo – SP  
Banco 4 – Antônio – Niterói – RJ 
Banco 5 – Alessandra – Itajaí – SC
Banco 6 – Valdinei – Floripa – SC
Leme – Marcos – Floripa – SC

Canoa Mãe D’agua

Banco 1 –  Yasmin – São Paulo – SP
Banco 2 – Miriam – Floripa – SC
Banco 3 – Lucy – Floripa – SC
Banco 4 – Andressa – Floripa – SC
Banco 5 – Carla A. – Floripa – SC
Banco 6 – Lurdes – Floripa – SC
Leme – Alexey – Floripa – SC

 

COMO SERÁ A VIAGEM

 

 

1º Dia – 1 de fevereiro (domingo) – Chegada em Maceió
Cada um dos remantes, pega o melhor voo para Maceió
Hospedagem em Maceió

 

2º Dia – 2 de fevereiro (segunda) – Maceió – Piranhas – Remanso – 10 km

As 8h, saímos para Piranhas, previsão de chegada na praia da Dulce as 14h.
Vamos fazer um passeio de lancha nos Cânions.
Chegada em Piranhas as 16h30.
Passeios pelo centro histórico.

As 18h, embarcamos na Canoa e remamos 10 km até a Fazenda Remanso.
Jantamos na no Remanso
Hospedagem na Fazenda Remanso.

 

3º Dia – 3 de fevereiro (terça) – REMANSO – ILHA DO FERRO – 20 KM


Vamos tomar café as 7h30, início da Expedição as 8h30.
A Primeira parada pode ser em Entremontes, a 2 km do Remanso.
Previsão de chegada na Ilha do Ferro as 12h30.
Deixamos a Canoa no Porto e vamos para a Pousada.
O almoço e o jantar será na Dona Vana.

Aproveitem a tarde e a noite para visitar os artistas da Ilha do Ferro,
conhecidos internacionalmente.
Podem entrar nas casas, estão sempre abertas.

Podem visitar o Boteco do André, ver o acervo que ele juntou durante anos.

 

Hospedagem na Ilha do Ferro

4º Dia – 4 de fevereiro (quarta) – Ilha do Ferro – Gararu – 60 km


Acordamos as 5h, primeiras no despertar do sol no Velho Chico as 5h30.
Parada para lanche na Ilha do ouro.

Cada um deve levar um lanche para o percurso.
Uma breve parada em Pão de Açúcar, 10 km abaixo, pra conhecer Denivan,
o carpinteiro, construtor da Canoa Opará.

A 20 km de nossa partida, está a Ilha de São Pedro, uma Aldeia dos Índios Xocó, podem parar na praia para um banho de rio.

A metade do percurso está Belo Monte, podem fazer uma parada para ver as belas casas da comunidade.

Vale muito uma parada na Croa da Ilha do Ouro, se derem sorte vão ver o brilho…
Um banho de rio para relaxar na prainha.
Ataque no último trecho até Gararu, previsão de chegada as 16h30.

Hospedagem em Gararu

 

5º Dia – 5 de fevereiro (quinta) – Gararu – Propriá – 45 km

Acordamos as 6h, café as 6h30, iniciamos a remada as 7h00.
Previsão de chegada em Propriá as 15h.
Logo chegam em Propriá, uma cidade pequena, mas polo da região,
a maior cidade Sergipana nas Margens do Velho Chico.
Vamos conhecer o dia a dia de uma cidade polo na região.
Muita gente do interior vem fazer compras as da semana e do mês em Propriá.
Entrada no hotel prevista para as 14h.

Hospedagem em Propriá 

 

6º Dia – 6 de fevereiro (sexta) – Propriá – Penedo – 33 km

Acordamos as 6h, café as 6h30, iniciamos a remada as 7h30.
Tempo estimado 4h3Om, considerando 2 paradas de 15 minutos.
Logo passamos por baixo da segunda ponte do Velho Chico abaixo da Usina de Xingó.
Essa ponte que passar a BR 101, liga Propriá em Sergipe, a Porto Real do Colégio na margem Alagoana.
Parada para um banho de rio.
Previsão de chegada em Penedo as 15h.
Penedo é uma cidade histórica, seu casario e suas igrejas indicam a importância da cidade no passado.

Tarde livre para caminhar pela Cidade.

Hospedagem em Penedo

 

7º Dia – 7 de fevereiro (sábado) – Penedo – Foz – 30 km – Maceió

ME LEVE PARA O MAR, PARA O MAR!
Passarmos por Piaçabuçu, a última cidade da margem Alagoana, lugar de muitas Canoas.
Vamos em busca do Caranguejo da Praia \ Maria Farinha, o verdadeiro símbolo da chegada ao mar.
Como um peregrino do Caminho de Santiago deve ir até Finistere buscar uma concha para provar sua
devoção, nosso objetivo é ver o caranguejo.

Vamos sair as 4h00, aproveitar a maré vazante, começa a encher as 6h40.
Previsão de chegada na Foz as 9h30.

E agora, como voltamos pra casa?
Isso é surpresa….

Voltamos para Piaçabuçu sem remar….
Parada para almoço em Piaçabuçu.
As 13h, voltamos de van para Maceió.

Quem desejar pode voltar no dia 7 a noite para suas cidades.
Temos uma hospedagem em Maceió.

Hospedagem em Maceió

 

8º Dia – 8 de fevereiro (domingo) – Maceió – Volta pra Casa

Café da manhã no Hotel.
A volta pra casa, o transporte para o aeroporto e o horário do voo fica a escolha de cada viajante.
Quem desejar ficar mais tempo em Maceió ou Aracaju, sugiro os restaurantes:
Maceió.
Sugestão de jantar, Bodega do Sertão ou comer Patas de Caranguejo no Restaurante Massagueirinha.

Valor da Viagem – R$ 5.500,00
Deve ser pago 40% quando compramos as passagens.
O restante até 30 de janeiro.
Pode ser pago parcelado até o dia da viagem.

 

O QUE ESTÁ INLUIDO:
Estadia com café da manhã em hotel em Maceió dia 1º
Viagem de Maceió para Piranhas, 5 horas. (260 km)
Estadia com café da manhã na Fazenda Remanso em Piranhas
Viagem de Canoa, 6 dias pelo Velho Chico
Estadia com almoço e  jantar em Pousada na Ilha do Ferro
Estadia com café da manhã em Pousada em Gararu .
Estadia café da manhã em Pousada em Propriá
Estadia em hotel em Penedo
Viagem de Piaçabuçu para Maceió. (120 km, 2 horas)
Estadia com café da manhã em hotel em Maceió dia 7.

GASTOS EXTRAS NÃO INCLUÍDOS:
Passagem aérea ida e volta para Maceió
Transfer do Aeroporto para o Hotel em Maceió
Almoço em Maceió ou na estrada
Lanches durante o percurso
Almoço e jantar em Gararu
Almoço e jantar em Propriá
Almoço e Jantar em Penedo
Almoço em Piaçabuçu
Almoço e jantar em Maceió
Transfer do Hotel para o Aeroporto em Maceió


Marcos Pinheiro
marcospinheiro21@gmail.com
48 9 9962 3748 (zap)

NASCEU UMA CANOA NO RIO SÃO FRANCISCO

BANCO 1 – O NOME DELA É OPARÁ.

Uma homenagem aos primeiros habitantes destas águas, os povos indígenas, o significado não poderia ser mais belo, RIO-MAR.

Como naveguei até aqui:
Talvez seja amalgama canoero de minhas rianças e maranças…
Desde as primeiras memorias, bem miúdo na Barra da Lagoa, na Ilha de Santa Catarina, me apoiava na proa das belas Canoas  Bordadas do meu saudoso Avô Damião.
Canoas de criação consorciada, primeiro o nascimento indígena, adaptada para o mar pelos imigrantes açorianos, dos quais descendo.
Canoas que no inverno, se abarrotavam de tainhas, traziam cem´s mil´s tainhas em várias viagens, entre a Prainha e o rio.

As pequenas Canoas na Lagoa, pescando, remando em pé e desequilibrando Mestre Ênio, velejando com a Canoa do Tio Nonô, eram brincadeiras, as vezes chegava com um alimento na mesa.

Certa vez, lá pelo verão de 1987, seu Altamiro da Costa da Lagoa em Florianópolis, emprestou uma Canoa, para em quatro amigos, viéssemos de nordeste até a Lagoa.
Quando vimos a Canoa, mal cabíamos dois. A solução foi colocar bambus como um estabilizador lateral, ideia tirada de filmes havaianos.
Sim, muitas brigas depois, chegamos quase em casa, na Ponta das Almas, a Canoa foi ao fundo na parte rasa da Lagoa, ela voltou pra casa molhada e salva, e nós molhados e com uma bela história pra contar.
No ano 2000, por influência das Canoas do Avô, criei o Festival de Embarcações a Remo de Bombinhas, um desfile de belas relíquias Navegantes.
Surge em uma Travessia na Praia do Forte em Floripa, o movimento de Canoas Havaianas no sul do Brasil, quis o destino que meus chegados Alexey e Alemão espalhassem Canoas pela minha Lagoa e cidade.
Em 2021 e 2022 tive a grande oportunidade de remar os Botes Baleeiros na Ilha do Faial nos Açores em Portugal.

BANCO 2 – ENCANTAMENTO

Em 2015 fui ACOMETIDO do encantamento do Velho Chico, não é um vírus nem uma bactéria, mas NÃO TEM CURA.
Conheci a Canoa de Tolda, barco histórico de influência naval holandesa, conheci o Capitão América, o barco avuador de Mestre Breno.
Em 2017 junto com o destemido e rustico Bruno, irmão do Breno a bordo do Capitão América, descemos até Pão de Açúcar,
foi espetacular e terrível, minhas costas não deixaram chegar a Foz do Rio.

Faltava um ingrediente, até que em agosto de 2022, Isaac, Mestre Nadador do Velho Chico me mostrou o vídeo das Canoas de Pano (vela) do Velho Chico.

É ESSA A CANOA QUE FOI O ÚLTIMO ELEMENTO INSPIRADOR.
Do conceituado Carpinteiro Denivan, de Pão de Açúcar, Alagoas,
recebi a confirmação, sim nós podemos fazer uma Canoa pra remar.
As Canoas de hoje são a motor ou a Pano.
Condição, ser uma Canoa com 100% de características Velhochiquianas.
A única grande diferença seria um estabilizador lateral, não usado por Canoas Brasileiras.

BANCO 3 – A CANOA FOI PRA ÁGUA

O dia, sem escolher foi 2 de fevereiro, tão representativo para uma grande parte dos brasileiros,
homenagem a duas grandes figuras femininas que representam o mar.
Sim, ela flutua, navega muito bem, no remo e na vela.
Dia 7 de fevereiro desembarca em Maceió um bando, no susto, dois cascudos e quatro cascudas, escolhidos a dedo,
ou a merecimento ou a amizade, ou a vontade de descobrir o mundo.
Helder, o mesmo Carpinteiro, uma lista de habilidades depois, com sua Van Cangaceira,
corta o Sertão até Piranhas nas margens do Velho Chico.
A principal viajante era a MUMIA, sim, uma semelhança extrema,
depois de uma bela embalagem com remos e coletes rumo ao Velho Chico.
Chegamos todos bem, inclusive a múmia.
Exceto um de nossos componente que após uma saborosíssima farofa sertaneja em São Miguel dos Campos, vazou o retentor…(caganeira básica).

Me emocionei quando vi a Canoa, trazida pelo Breno de Pão de Açúcar, bailando apoitada no Porto de Piranhas, se refrescando com os raios da Lua Cheia Sertaneja.

BANCO 4 – O BATISMO

Chegou o dia, 8 de fevereiro de 2023, faleceu a múmia, como uma borboleta, entregou seu sarcófago,
a eterna vida no rio de remos e coletes.
Isaac, mais que simbólico, trouxe a Canoa rebocada nas forças dos braços nadantes.
Iniciava a primeira etapa de uma Viagem Canoeira, Velho Chico a Jusante.
Tripulação feliz, um emocionado discurso do Helder como um pastor,
pediu a proteção do seu divino,
cada um de nós em silencio só a escutar o latir de nossos corações e o farfalhar das aguas descendentes Velhochiquianas.

BANCO 5 – PARTIMOS

Nossas primeiras remadas foram…
UM DESASTRE!
Parecia o globo, cada em um fuso rematório.
Como o bando do Cangaceiro do Futuro (série netflix), cada com suas histórias de vida, historias rematórias, poucas horas…
Qualquer outro corpo d´água não perdoaria, mas o Velho Chico com sua santa complacência, ACOLHE.
Quem olhasse de longe, facilmente diria, não chega a Entremontes, a 12 km de Piranhas….
A harmonia e a força da equipe, talvez bem comandada, amparada por Isaac e suas fortes remadas,
chegamos ao Restaurante Angicos, antes do Catamaram de Célio,
uma verdadeira explosão de velocidade…
Henrique nos recebeu com O MELHOR SUCO DE MELANCIA DO MUNDO!
A primeira grande conquista.
Henrique, quando soube de nosso objetivo de chegar na Ilha do Ferro as 14h27m37s, duvidou,
pelo vento fózoeste que soprava forte a Montante.
Célio não teve passeio, por isso chegamos primeiro…

Do nada aparece com sua avuante avoadeira, Comandante Sérgio que nos retratou com belas imagens,
nos trouxe mangas maduras.
As imagens e as mangarosas amarelas, eram para esconder e adocicar o gosto cruel de nos extrair seu irmão Isaac,
nos tirou muito mais que umsetiávos, era pelo menos trêseteávos de nossa força, inspiração e alegria.
A vida não é uma linha reta, é sim um mar ventoso e claudicante.
O desanimo da perda, se transforma em força a mais para os destemidos e remidos remantes.
Entremontes fica na popa, Cajueiro passa espremido pela correnteza, a Curva do Saco, foi cortada, ficou sem saco,
substituída por uma linha reta, com pedras bem vistas nas profundezas rasas aguas esmeraldinas esclareadas do Rio São Francisco.
Curralinho, mesmo de longe, ficou belo, parece uma moldura descrita por Ariano Suassuna.
Parada para manga andante, obrigado Sérgio, está perdoado,
da manga rosa quero o gosto e o sumo…
Exatamente as 13h56m, aportamos cantando remadas na vós da nossa Elba, Aglair.
Sim Henrique, me assustei com tua previsão, mas o bando é Catingueiro e Rieiro.

BANCO 6 – ILHA DO FERRO

A Ilha do Ferro nos recebeu com o rio cobrindo o campo de futebol, as traves afogadas, aparecendo só o ninho da coruja desalojada.
O banquete da Vana estava posto, galinha de capoeira rasteirinha e a cocada deixaram forrados os buchos que de tanta forme, dava pra ver o fundo das calças abrindo a boca …
O chá batizado de catingueirinha dessa vez não foi precisado, deixamos pro bando das Colô que vem feroz de Recife…

SÓ FALTAM 38,31 LÉGUAS…

BANCO 7
A HISTÓRIA DE CADA UM DE NÓS…

Marcos Pinheiro